-Quais
as práticas de manejo devem ser realizadas em bezerros recém-nascidos?
Apresentação
Para que a atividade
de bovinocultura, neste caso a de leite, seja lucrativa, é necessária que a
vaca tenha um parto por ano. Porém, não basta ter apenas um bezerro ao ano, mas
fazer com que ele sobreviva.
Com a intenção de evitar prejuízos
financeiros em relação ao manejo de bezerros recém-nascidos, serão abordados
nesse texto cinco manejos que devem ser dados a essa fase de criação de
bovinos, sendo:
1- Manejo
pré-parto;
2- Primeiros
cuidados no pós-parto;
3- Amamentação;
4- Segunda
semana pós-parto,
5- Instalações.
1-Manejo
pré-parto
Os cuidados com o bezerro começam antes do seu
nascimento com separação da vaca no sexto mês de gestação em um pasto
maternidade.
O pasto maternidade é o local onde a vaca
permanecerá por três meses antes do parto. Este deve estar situado próximo à
sede da propriedade de onde os animais podem ser observados constantemente e
deve ser de acesso rápido.
As fêmeas de primeira cria (novilhas) devem
ser mantidas em pastos separados das vacas já experientes, pois vacas em
trabalho de parto podem mostrar interesse por bezerros recém-nascidos de outras
vacas. Considerando que normalmente as vacas mais velhas são dominantes sobre
as novilhas, este tipo de interferência pode levar uma novilha a abandonar seu
filhote, resultando em maior número de bezerros abandonados, que apresentam
elevado risco de morte.
Além disso, problemas durante e após o parto
são mais comuns em novilhas (dificuldade para parir, falta de interesse pelo
bezerro, etc.). Assim, é necessário realizar as visitas para acompanhamento dos
partos com maior frequência. Isto é facilitado quando as novilhas ficam em
pastos exclusivos.
É
importante que esse pasto esteja recoberto com alguma forragem, de forma que
não haja formação de lama, tragam bem-estar e conforto para a vaca como o
acesso adequado ao alimento, água, sombra e local seco para se deitar.
Devem-se tomar alguns cuidados com a
alimentação e a saúde das vacas em gestação.
Vacas mal nutrida ou gorda terão dificuldades
para realizar o parto de forma normal, sendo necessária a intervenção humana.
Com isso, a alimentação dos animais deve ser
uma dieta balanceada a fim de manter um escore corporal no momento do parto.
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Escore da condição corporal ao parto
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Magra: < 3,0
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Moderada: 3,0
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Boa: 3,5 a 4,0
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A saúde do bezerro que irá nascer está
condicionada à saúde de sua mãe e por isso, deve-se estar atento a ela.
A vacina contra
a brucelose, com a vacina B19, deve ser aplicada apenas em fêmeas com idade
entre três e cinco meses, e no momento da vacina, identificar esses animais com
marca a fogo no lado esquerdo do rosto.
A vacinação
contra a leptospirose de todos os animais (em rebanhos de incidência alta) deve
iniciar em todos os bezerros de quatro a seis meses de idade, seguidas por
vacinações anuais (sempre com vacinas que abrangem o maior grupo de
leptospiras).
Como vacinação
estratégica, pode ser realizado um mês antes da estação reprodutiva.
Como vacinação
para a diarreia viral bovina (BVD), pode ser realizada em animais de oito a
doze meses e estrategicamente um mês antes da estação reprodutiva.
A
vacinação contra a rinotraqueite infecciosa bovina (IBR) é a partir de seis
meses de idade, revacinação aos dezoito meses ou antes da estação reprodutiva.
Revacinar anualmente independente da massa
corpórea ou do sexo animal.
É importante ressaltar que não se devem
vacinar animais em gestação, pois a reação antígeno-anticorpo pode não ser
realizada a tempo do parto e a vaca acabar desenvolvendo a doença e acarretar
problemas no feto ou mesmo aborto.
Animais que ainda estão dentro do prazo de
atuação da vacina não devem ser vacinados novamente.
2-Primeiros
cuidados no pós-parto
Normalmente
as vacas parem sem qualquer auxílio. O trabalho de parto dura poucas horas.
Sabe-se
que uma vaca está em trabalho de parto quando ela se levanta e deita repetidas
vezes, apresentando contrações abdominais e gemidos.
O
criador deverá procurar o auxilio de um veterinário se o trabalho de parto
durar mais de 12 horas e o bezerro não tiver ainda sido expelido.
Após o nascimento do bezerro é importante
ressaltar que a matriz tem o hábito de lamber a cria, realizando a limpeza das
vias respiratórias e de fazer a massagem torácica. Há casos, em que a vaca não
oferece essa atenção ao bezerro, por
isso o tratador deve secar e massagear o bezerro.
Deve-se estar atento às novilhas, que são
fêmeas de primeira gestação, pois podem apresentar problemas de parto ou mesmo
rejeição do bezerro.
O bezerro deve ser identificado (com
tatuagem, brinco, fogo ou nitrogênio) e receber uma ficha de acompanhamento.
Após o
nascimento, o bezerro deve permanecer junto com a mãe por pelo menos 24 horas.
Colostragem
Deve-se
fornecer o primeiro produto secretado pelas glândulas mamárias da vaca após o
parto que é o colostro que contém anticorpos que serão absorvidos pelo aparelho
digestivo do bezerro.
A qualidade do colostro depende do estado nutricional da vaca no
pré-parto, duração do período seco ou parto prematuro e raça da vaca.
O
bezerro nasce praticamente sem anticorpos contra os agentes de doenças. A forma
de adquirir estes anticorpos (defesa) é ingerindo o colostro.
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Fornecimento de colostro (colostragem)
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Horário
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Quantidade (litros)
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Primeiras duas horas
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Três
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Duas horas após a primeira mamada
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Três
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Seis horas após a segunda mamada
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Dois
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Após a sexta
hora do nascimento o aproveitamento do colostro começa a diminuir.
Em casos de
falta de colostro ou custo elevado para que a vaca possa produzi-lo, o produtor
pode optar por usar sucedâneo que são misturas preparadas para serem diluídas em
água e utilizadas pelo recém-nascido, depois da fase de colostro, em
substituição ao leite integral.
O colostro deve
ser utilizado apenas para amamentação de bezerros e não deve ser comercializado
devido ao fato de ser rejeitado pelos laticínios como sendo “leite sujo”.
Cura do umbigo
A cura de umbigo de bezerro recém-nascido é
de extrema importância e pode impactar no desenvolvimento do animal. Essa cura visa
secar o coto umbilical de forma a não atrair moscas e a fechar a porta de
entrada a microrganismos ao corpo inteiro. Por isso, deve ser prioridade A cura
de umbigo refletirá na saúde e produção do bezerro pelo resto da vida dele.
O corte do umbigo deve ser realizado
imediatamente após o nascimento sendo cortados com tesoura desinfetada com
álcool três dedos no coto do animal. Não se deve segurar o coto, pois caso o
bezerro se movimente ou a pessoa se mexa pode ocasionar destendimento do
aparelho digestivo.
A cura é feita com álcool iodado a 7%(o iodo
age como desinfetante e o álcool como desidratante que auxilia na velocidade de
secagem) em um copo com conteúdo suficiente para cobrir o umbigo durante trinta
segundos. Devem ser realizadas três vezes ao dia até que o umbigo esteja
completamente seco.
Para o álcool iodado, faz-se a mistura de
álcool comum e iodo a 10% na proporção de 1:1(Ex. 1 litro de álcool e 1 litro
de iodo a 10%) que deve ser armazenado em recipiente escuro, pois na presença
de luz solar o iodo perde as suas funções.
3-Amamentação
Após o colostro
é secretado o chamado “leite de transição”, cuja produção se estende de uma a
duas semanas.
Fornecer quatro litros por dia qualquer que
seja a dieta líquida utilizada, que deverá ser fornecida em duas refeições
diárias durante a primeira semana de vida do animal. A partir daí, uma vez ao
dia, de manhã ou à tarde, conforme mais conveniente para o produtor.
Existem dois tipos de amamentação: a natural
(em dois tipos) e a artificial.
Tradicional: o
bezerro mama durante toda a lactação, ou durante a maior parte dela. Neste
caso, o bezerro deve permanecer com a vaca por um período de tempo reduzido,
mas o suficiente para mamar com tranquilidade e recebe apenas o pasto como
suplementação. Deve-se ficar atento para a qualidade da pastagem,
principalmente a partir do quarto mês de idade do animal, quando a produção da
vaca começa a declinar mais rapidamente.
Controlado: o bezerro
mama por dois ou três meses. O sistema preconizado pela Embrapa (CNPGL) consiste
em oferecer uma teta ao bezerro, em rodízio, durante o primeiro mês de vida.
Durante o segundo mês, a ordenha é feita nos quatro tetos, sem, contudo,
esgotar o ubre, deixando o bezerro mamar o leite residual. Após 60 dias de
idade, o bezerro só é levado à presença da mãe se houver necessidade para a
"descida do leite". Neste sistema, o bezerro deve ter à sua
disposição, desde a segunda semana de idade, concentrado e volumoso de boa
qualidade para compensar a redução da ingestão de leite.
Aleitamento artificial: após a fase de
colostragem, o bezerro recebe a dieta líquida (leite integral ou sucedâneo) em
balde ou mamadeira.
O tempo de amamentação é definido pelo
sistema de criação e pela finalidade que o bezerro terá.
Tradicionalmente, em função de diversos
resultados experimentais, tem-se adotado, como padrão, o fornecimento de quatro
litros de leite integral (“maduro”) por dia.
4-Segunda semana pós-parto
Após 14 dias de idade, os bezerros já são
capazes de ingerir alimentos sólidos, que começam a contribuir para as
exigências nutricionais, mas é só após o primeiro mês de vida que eles são
capazes de ingerir quantidades suficientes de concentrados que irão contribuir
com apreciável quantidade de energia metabólica.
Tanto o consumo,
como a qualidade do concentrado, assume grande importância na antecipação do
desaleitamento de bezerros, uma vez que a substituição do leite deve ser feita
por alimento sólido de elevada digestibilidade, com adequado nível proteico e
energético sendo palatável o suficiente para permitir ingestão apropriada,
suprindo assim as exigências dos animais.
Tendo em vista
que a desmama depende da existência de pré-estômagos funcionais, é importante
restringir o uso de leite fluido na dieta, bem como fornecer, desde cedo
volumosos e concentrados sólidos, os quais estimularão o desenvolvimento
papilar do epitélio ruminal.
Características do concentrado inicial
Textura grosseira - ingredientes finamente
moídos reduzem o consumo podendo formar também um bolo na boca e nos lábios do
bezerro provocando recusas e consequentemente perda do alimento;
Sabor adocicado - que pode ser conseguido
com a adição de 7 a 10% de melaço;
Variedade de ingredientes - melhora a
aceitabilidade por parte do animal;
Nível baixo de fibra (6 a 7%) e alto em
energia - o concentrado deverá suprir as necessidades energéticas do bezerro
quando este for desaleitado;
Níveis adequados de proteína (16 a 18%),
minerais e vitaminas.
Após a desmama, a ingestão de concentrado
aumentará rapidamente, devendo-se limitar a quantidade fornecida para estimular
o consumo de volumoso. A quantidade de concentrado fornecida dependerá da
qualidade dos alimentos volumosos disponíveis e dos objetivos da exploração,
principalmente da idade desejada para a primeira parição. Normalmente,
limita-se a 1 ou 2 kg de concentrado com 12 a 16% de proteína bruta, por animal
por dia, até os seis meses de idade.
Ressalta-se ainda a necessidade de se
renovar, com frequência, o concentrado colocado no cocho, principalmente nas
primeiras semanas de vida do bezerro.
Deve-se começar o fornecimento a partir de
pequenas quantidades e aumentar gradativamente de acordo com o consumo
observado. Alimentos molhados e mofados são menos consumidos e podem provocar
distúrbios digestivos.
Fornecimento
de volumosos
Apesar de o consumo ser baixo no
início da vida do animal, deve-se colocar, desde cedo, à sua disposição,
volumosos de boa qualidade sabendo-se que bons fenos são melhores que bons
alimentos verdes picados, que, por sua vez, são melhores que boas silagens.
Antes dos três meses, o uso de alimentos fermentados, como silagens, não é
recomendado, uma vez que o consumo será insuficiente para promover o
desenvolvimento do rúmen e o crescimento do animal. A combinação de feno e
silagem pode ser usada a partir dos dois meses de idade, se conveniente.
Bons fenos constituem-se no
melhor alimento para bezerros, tendo em vista a constância na sua aparência,
sabor, composição e boa palatabilidade, assegurando ingestão razoável de
matéria seca. Os alimentos verdes também são excelentes, principalmente quando
se utilizam forrageiras tenras, sendo o único problema sua inconstância em
termos de qualidade podendo assim, ocasionar consumo irregular.
5-Instalações
Tradicionalmente, considera-se que as
instalações destinadas a abrigar bezerros devem reduzir os efeitos deletérios
dos fatores ambientais, tais como vento, altas e baixas temperaturas e umidade
do ar.
Também é fundamental a manutenção de boas
condições de higiene e sanidade, pois, caso contrário, a incidência de doenças
e a taxa de mortalidade aumentarão drasticamente, comprometendo a eficiência da
criação. Instalações úmidas, pouco ventiladas e com elevada umidade relativa do
ar acarretam prejuízos muito maiores do que a ausência de instalações em
criações onde os animais permanecem desabrigados.
Destaca-se, também, a necessidade de evitar
a excessiva população de bezerros na mesma dependência, notadamente quando o
ambiente é mal ventilado. O que se recomenda é o alojamento individual dos
bezerros nos primeiros 60 dias de vida, tendo em vista restringir o instinto de
mamar uns nos outros e assegurar melhor controle do consumo individual da
ração.
As instalações para bezerros leiteiros podem
variar amplamente, desde as mais simples tais como criações coletivas em
piquete, até dependências individuais com controle de temperatura e umidade.
Coletivas ou individuais encontram-se baias de diversas formas, construídas com
diversos materiais, dotadas de diferentes tipos de pisos e camas e com variados
dispositivos de alimentação.
Nos rebanhos não especializados, onde há
necessidade da presença do bezerro ao pé da vaca durante a ordenha, também é frequente
o emprego inadequado de locais contíguos à sala de ordenha, onde os bezerros
são alojados coletivamente, sem se levar em conta diferenças individuais de
idade ou de higidez, concorrendo assim para o baixo desempenho da exploração.
O uso contínuo de uma mesma instalação pode
elevar a taxa de mortalidade por aumento da incidência de diarreias e outras
doenças. A exalação de amônia, por deficiência na higienização e ventilação dos
bezerreiros convencionais, é também outro fator que contribui para o
aparecimento de problemas respiratórios.
Muitos pecuaristas têm abandonado as
instalações convencionais para a estabulação de bezerros em razão da contínua
incidência de problemas sanitários. A principal opção adotada foi o uso de
abrigos individuais móveis (cabanas), normalmente de menor custo que os
bezerreiros convencionais, e que se mostram associados com maior consumo de
concentrados e melhor desempenho dos bezerros.
Além de permitir o controle do instinto de
mamar uns nos outros, o emprego dos sistemas móveis apresenta as seguintes
vantagens: redução da incidência de doenças infecciosas, devido à facilidade de
translocação; facilidade de inspeção e tratamento, em caso de doenças e,
principalmente, bom controle da alimentação, baixos custos e facilidade de
construção.
O que se procura, dentro do sistema de
criação, é baratear ao máximo os custos de produção.
Tipos de instalações
Casinha
tropical: possui telhado duplo, no qual a camada de ar entre duas telhas de
zinco forma um isolante térmico; é leve, o que facilita sua movimentação;
propicia um ambiente arejado e seco. Possui estrutura em madeira, com suporte
para balde de água, comedouro e fenil em seu interior, sem paredes laterais
favorecendo a ventilação e o controle da umidade.
Sistema
Argentino: os animais são presos a
arames esticados em frente aos cochos de água e concentrado. Neste modelo, permite-se
maior movimentação do bezerro e maior dispersão dos dejetos (urina e fezes),
que não se amontoam em um mesmo lugar. Portanto, não é necessário mudar o
animal de lugar devido ao acúmulo de matéria orgânica. Tal sistema pode ser a
opção mais indicada,
quando não se dispõe de área suficiente para mudar os animais de lugar
periodicamente.
Tradicionais: de alvenaria ou madeira,
onde os animais são alojados em boxes individuais fixos com área de 1,50 a 1,80
m², instalados no interior de galpões. Nesses boxes individuais é comum o uso
de piso ripado suspenso, que facilita a limpeza e reduz a exposição do bezerro
à umidade.
Adaptação de galpões inativos existentes na
fazenda: nos quais os animais nem sempre encontram
condições apropriadas de temperatura, umidade e ventilação, daí podendo advir
significativa incidência de doenças. A associação de alta umidade relativa ao
ar e baixa temperatura ambiente é a maior responsável pela ocorrência de
pneumonia em bezerros até 60 dias de idade.
Estacas individuais localizadas em piquete: tais estacas, às quais os animais são atados por
corrente envolta em mangueira, não apresentam qualquer proteção climática, sendo
provido apenas de fenil, balde para concentrado e balde para leite e água. As
estacas normalmente são deslocadas dentro do piquete, a cada três dias, dando
condições de pastejo e recuperação da pastagem.
Piquetes:
os bezerros são criados de forma coletiva e separados por faixa etária para
minimizar o risco de doenças. O ideal seria a separação em
categorias, de acordo com a idade: zero a 30 dias, 30 a 60, 60 a 120, etc. Até
30 dias, as diarreias e os problemas respiratórios são os maiores desafios para
os bezerros, enquanto que de 30 a 120 dias os problemas serão, na maioria das
vezes, a tristeza parasitária e os problemas respiratórios. Desta forma, os
lotes de bezerros devem ser pequenos para garantir boa observação e minimizar a
promiscuidade entre os animais. Além disso, é importante enfatizar que a
densidade animal vai ter um forte impacto sobre a saúde dos animais. Quanto
mais jovens são os animais, menor deve ser a densidade nos lotes de bezerros.
Bezerreiros
duplos: instalação consiste em um alojamento para dois bezerros, porém sem
contato físico e mantidos a distância por correntes. Os abrigos podem ser
construídos com diversos tipos de materiais, sendo eles os bambus, madeiras,
sombrites, lonas, entre outros. As medidas empregadas normalmente são: altura:
1,10 m; largura: 1,10 m e comprimento: 1,80 m.