quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Pecuaristas do futuro 





Quais as vantagens da aplicação do bem estar animal nos bovino?

   O bem estar é um termo amplo que abrange tanto o estado físico quanto o mental do animal.Por isso qualquer tentativa para avaliar o nível de bem estar em que os animais se encontram deve levar em consideração a evidencia cientifica existente relativa aos sentimentos dos animais. Essas evidencias deverá descrever e compreender a estrutura, função e formas comportamentais que expressão o que o animal sente.

abaixo estão as 5 liberdades 

Livre de sede,fome e má nutrição;
Livre de desconforto;
Livre de dor injuria e doença;
Livre para expressar seu comportamento normal;
Livre de medo e estresse. 

     Estudos indicam que vacas leiteiras com distúrbios comportamentais decorrentes de manejo inadequado na ordenha, produzem menos leite, com concentração de cortisol mais alto, alem de teores de proteínas e gorduras mais baixos.
    o gado manoseado com tranquilidade, sem gritos, chicotadas e correrias e bem  mais tranquilo de obter bons resultados na hora da lida, diminuindo os riscos de acidentes.
    Deve-se adotar as boas praticas de manejo, com a rotina realizando o manejo de forma racional. Na parte do manejo do bem-estar com raças leiteiras também e super importante pois ele bem aplicado pode dispensar até a ocitocina.
   Um manejo adequado mostra o gado mais dócil, com maior ganho de peso menor mortalidade. Uma das formas de se adequar ao bem-estar-animal é também usando bandeiras brancas para o manoseio do gado, tirando de sena a famosa vara de ferrão. Pra ter um bom manejo são importantes tanto as instalações como o treinamento dos funcionários da fazenda. Boas instalações e currais fazem com que o manejo daquele animal fique mais fácil e menos estressante, mas as pessoas precisam saber como utiliza-lo corretamente.
    hoje em dia podemos encontrar algumas soluções para este bem-estar-animal ser bem sucedidas, como por exemplo; currais ate estresse, em postas de parafusos, em muitos cantos, curral de espera com suas laterias todas fechadas, locais de sombreamento no curral para que os animais possam se proteger dos fatores climáticos(chuvas,vetos,raios solares, ventos , etc).

terça-feira, 30 de agosto de 2016

FENÔMENOS DA AGROPECUÁRIA

Características do Zebuíno
O zebu  é uma espécie ou subespécie de bovino. É, geralmente, corpulento, e apresenta uma grande corcova cheia de reservas nutritivas. Por este motivo, é apelidado, de boi de corcova ou Bos gibosus. A corcova é também chamada giba ou cupim no Brasil, país onde a subespécie demonstrou grande potencial de adaptação. Algumas raças dessa espécie: Nelore, Gir Leiteiro e outros.
Originário da Índia, onde o grande rebanho não tem utilização para abate, o gado foi objeto de diversos cruzamentos em dezenas de países, devido a sua natural predisposição para a adaptação e resistência.

Características do Taurino
Os bovinos taurinos são os bovinos de origem européia, no caso dos taurinos eles não apresentam a corcova (Giba ou cupim); eles são da espécie Bos taurus; são aqueles que na criação estão voltados para a produção de leite, possuem ótima produção de leite; algumas raças dessa espécie são: Angus, Jersey e outros.

Zebuínos da raça Gir Leiteiro
Gir leiteiro é uma raça originária da Índia, do sul da península de Kathiawar em Bombaim. É uma raça de tamanho médio, diferenciando-se das outras pela conformação de sua cabeça, que possui fronte muito larga e convexa, o que a faz inconfundível. Os chifres são caídos e dirigidos para trás, um pouco para fora e encurvados para cima. As orelhas são longas e terminam em uma ponta. Sua pele é solta; a cor típica é branca manchada de vermelho, existem estirpes com mais vermelho que branco, e se encontram exemplares pretos com excelentes resultados em produção de leite.
O pescoço é curto e grosso nos touros e fino nas vacas. A giba é grande e em forma de rim. O dorso e o lombo são largos e horizontais e a garupa também.

Zebuínos da raça Nelore
Nelore é una raça originária da Índia. Os exemplares da raça Nelore se caracterizam por serem animais de porte médio a grande, de pelagem branca, cinza e manchada de cinza.
A pele é preta, rica em melanina, fator que funciona como protetor contra os raios solares, de extrema importância para as regiões tropicais e subtropicais.
Os cornos são de cor escura, firmemente implantados no crânio, cônicos e mais grossos na base de seção oval. As vacas adultas medem em média 165 cm de comprimento e 155 cm de altura, chegando seu peso a 800 kg. Os touros, com 177 cm de comprimento, 170 cm de altura, 230 cm de perímetro torácico e 38 cm de circunferência escrotal, passam com facilidade os 1000 kg de peso.

Taurinos da raça Angus
Origem da escócia, esse tipo de gado bovino e rústico, de tamanho médio, mocho e de pelagens vermelhas e preta. Algumas de suas características são: alta fertilidade, facilidade de parto, boa produção leiteira, grande habilidade materna, resistência a enfermidade, elevado ganho de peso e longevidade.
Taurinos da raça Jersey
Jersey é uma raça originária da Ilha Jersey, situada no canal da Mancha, na Espanha. É uma raça orientada exclusivamente à produção de leite. É considerada a segunda raça leiteira do mundo quanto ao número de exemplares, pois se calcula que sua população total, incluídos os cruzamentos, é superior a seis milhões de cabeças.
A vaca Jersey chama a atenção por seu tamanho pequeno e sua feminilidade. É a melhor para produzir leite em qualquer lugar do mundo, até mesmo em condições especiais como as do trópico. Suas cores vão desde o baio claro, passando pelo marrom, até um tom quase preto, sendo aceitas as manchas. O perfil é côncavo com fronte larga, cara curta e descarnada. Possui cascos, borla da cauda e mucosidades escuras, o que lhe confere uma alta adaptabilidade aos climas cálidos.
É um animal de tamanho pequeno, 125 cm de estatura, e peso médio na fase adulta variando entre 350 e 430 kg. Apresenta ossos finos e excelentes membros, o que lhe confere a possibilidade de adequar-se com facilidade a qualquer tipo de topografia, inclusive zonas de encosta. A raça Jersey se distingue de todas as demais raças de leite por seu temperamento manso e afetivo.


Raças Sintéticas Senepol
O Senepol tem tamanho moderado, cor padronizada e mocho. Dessa maneira permite a obtenção dos lotes com carcaças frigoríficas mais padronizadas. O caráter genético dominante faz com que suas crias nasçam naturalmente em 95% dos casos herdando características dos taurinos.
Pela origem genética aliada a um processo de seleção fechada por séculos nas ilhas caribenhas, o Senepol, tornou-se um indivíduo com alta capacidade de adaptação a diferentes ambientes.  Adapta-se a diferentes níveis de manejo da pecuária e encontra alimento em lugares que outras raças dificilmente têm capacidade de obter.
O gado Senepol apresenta um rebanho totalmente produtivo e longevo.

Raças Sintéticas Tabapuã
O Tabapuã é uma raça brasileira fruto de cruzamentos entre o gado mocho nacional e animais de origem indiana.  É utilizada para a produção de carne. As cores características são o cinza e o branco.

BIG BULL

O ESTRESSE TÉRMICO BOVINO

O estresse térmico é  uma condição climática desfavorável, quando a temperatura ambiente excede a zona de conforto térmico aos animais,
A principal forma de se identificar animais sob estresse térmico “ calor ” é conhecer os animais e observar comportamentos atípicos tais  como :  animais que ficam mais à sombra; diminuição da ingestão de alimentos; aumento do consumo de água;  descansam menos, pois tendem a permanecer em pé para amenizar o calor; apresentam sintomas de extremo cansaço; ficam com a respiração acelerada; começam a babar (salivação excessiva); diminuição na produção de leite e apresentam  temperatura corporal acima de 39°C.
-Identificar com maior precisão animais sob estresse térmico é muito importante e determinante para minimizar a redução da produtividade durante o processo.
Estratégias de intervenção:
1ª) – Modificação física do Ambiente:
O sombreamento pode ser uma alternativa,  tanto natural ou artificial. O natural é constituído pela sombra das árvores  e  o artificial é uma cobertura qualquer que ofereça sombra aos animais, tudo com objetivo de trazer um melhor conforto térmico  em períodos de altas temperaturas.
Reduzir  as distâncias de deslocamento e tempo de espera dos animais no curral.
Utilização de ventiladores pode ser uma opção para galpões de confinamento, currais de espera ou em áreas cobertas - este recurso apresenta grande eficiência na retirada de calor do animal e do ambiente.
O resfriamento evaporativo pode ser obtido por meio de sistema de nebulização associado à ventilação. O princípio dos nebulizadores consiste em provocar finíssimas gotas de água que gerem uma neblina, que deve evaporar antes de chegar à superfície do animal.


Utilização de equipamentos que produzem vapor de água e ventilação são um dos métodos mais utilizados para resfriar os animais, por apresentarem bons resultados.
2ª) – Desenvolvimento de Raças Tolerantes ao Calor :
Escolha de raças mais rústicas, resistentes e que mantem bons índices produtivos.


3ª) Nutrição :
Aumentar a porcentagem de minerais na ingestão de matéria seca total,  aumentar o parcelamento dos alimentos ao longo do dia ( reduzindo a quantidade de alimentos por refeição ), alimentar os animais  logo pela manhã e no final da tarde, evitando os horários de sol a pino e manter água de boa qualidade a disposição dos animais,
São práticas nutricionais fundamentais para minimizar os efeitos do estresse calórico,
Umas das principais consequências do estresse calórico são perdas severas na produção e reprodução, pois ocorre a redução da ingestão de alimentos, aumento da incidência de mastites, por quebra de imunidade bem como descontrole dos índices de o cio e consequentemente baixa  fertilidade e reprodução.
O estresse térmico é um dos fatores de maior impacto econômico na eficiência do rebanho, tendo efeitos negativos tanto na produção quanto na reprodução de vacas leiteiras e bovinos para corte.

As consequências, são alterações dos parâmetros fisiológicos e comportamento, causando alto impacto produtivo e reprodutivo, gerando  grandes perdas econômicas.

Enciclopédia

A base alimentar do rebanho brasileiro é a forragem, e grande parte da área coberta com pastagem em nosso país apresenta produtividade abaixo do seu potencial, conhecidas como pastagens degradadas ou em degradação.
Para implantação de uma área com pastagem muitos pontos devem ser considerados e analisados para que, no final, seja feita a escolha da forrageira ideal para que conduza uma boa produtividade na área em menor tempo possível.
Um dos primeiros tópicos a serem analisados é o preparo do solo, correção de sua acidez e sua adubação para suprir a necessidade das forrageiras para seu melhor desenvolvimento visando aumentar o número de cabeças por hectare.
A escolha da forrageira é essencial para a produção de alimento para os bovinos em quantidade e qualidade. A melhor forrageira é aquela que melhor se adéqua ao clima da região a ser implantada visando o tipo de manejo disponível e tendo em mente menor infestação de pragas e doenças.
O tipo de manejo depende muito do grau econômico que o produtor está disposto a investir. Falaremos de dois tipos de manejo, convencional e rotacionado, destacando suas vantagens e desvantagens.
No manejo convencional as vantagens são diversas, dentre elas: menor mão de obra, baixo custo de implantação, maior desempenho animal. Dentre as desvantagens podemos destacar: baixa lotação alcançando no máximo 1,5 unidades de animal por hectare, grande desuniformidade do pasto, não é aproveitado todo o pasto produzido pelo poder de seleção dos animais possibilitando esgotar os carboidratos de reserva das raízes do capim, pois não há período de descanso, levando à degradação da pastagem, diminuindo o valor nutricional da forrageira.
No manejo rotacionado as áreas são divididas em piquetes que são submetidos a períodos alternados de pastejo e descanso. A grande vantagem deste método é propiciar um maior controle sobre o pasto, pois ele permite o tempo que as plantas estarão sujeitas a desfolha, tende a ser mais uniforme e eficiente.
Essa montagem é feita dividindo a área de uma fazenda em lotes, por exemplo em uma fazenda com 6 lotes de 50 animais o pastejo rotacionado deve ser iniciado reunindo todos os 300 animais em um só lote enquanto os outros ficam vedados, após pastejar o primeiro, todo lote deve ser transferido para o segundo lote e assim sucessivamente até retornar ao primeiro.
Apesar de simples e barato, geralmente há muita resistência à sua adoção devido à uma série de tabus que precisam ser quebrados pois, o pecuarista acredita que se misturar os lotes haverá competição entre os animais e que isso irá reduzir seu desempenho, no entanto, para que os animais tenham um bom desempenho o mais importante é que a oferta de forragem esteja em níveis adequados e claro, tomar cuidado com o espaço de cocho e sal disponível por animal e também o espaço de bebedouros. Em manejo de pastejo rotacionado onde não são observadas essas questões os animais perdem o seu desempenho, não só pelo cocho más também por disputa de água, que, aliás, nesse caso não é só em quantidade más também em qualidade da água, outros aspectos que não são feitos com muito pudor é o manejo dos animais no curral e espaço de porteiras, corredores.
O tamanho do lote depende muito do manejo da propriedade. Os lotes podem ser formados por até 1000 cabeças ou mais, no entanto lotes com 400 a 600 animais apresentam um bom resultado. Vacas com bezerros devem ser manejadas em lotes menores.
O primeiro passo é definir os locais onde serão implantados os sistemas de manejo rotacionado e as áreas de descanso. Em seguida, deve-se determinar o número de piquetes necessários e fazer a divisão. O número de piquetes depende do período de descanso e período de ocupação indicados para a forrageira que está sendo trabalhada. Quanto menor o período de ocupação para um mesmo período de descanso maior será a necessidade de número de piquetes.
Quanto maior o crescimento da planta forrageira menor deve ser o período de ocupação. Por outro lado quanto menor o crescimento da planta, maior o tempo de ocupação do piquete. No entanto, o pastejo rotacionado tem por finalidade o maior número de animais por hectare e maior ganho de carne.
Dentre as vantagens podemos citar: potencial de alta lotação, maior receita por unidade de área devido ao aumento da lotação, maior controle de manejo e menor risco de degradação do pasto. Em desvantagens deve-se destacar: maior custo inicial, maior mão de obra e menor ganho individual por animal.
Conclusão: concluímos através dessa pesquisa que, para implantação de um manejo rotacionado ou convencional temos que analisar quais as condições reais que o produtor tende a gastar, pois tamanho de fazenda, tamanho de rebanho, recursos hídricos, disponibilidade de mão de obra, gastos com investimentos e resultado final são fatores que levam à definição de qual manejo se adéqua melhor na propriedade.


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Revoluções do Campo

-Quais as práticas de manejo devem ser realizadas em bezerros recém-nascidos?

Apresentação

   Para que a atividade de bovinocultura, neste caso a de leite, seja lucrativa, é necessária que a vaca tenha um parto por ano. Porém, não basta ter apenas um bezerro ao ano, mas fazer com que ele sobreviva.
   Com a intenção de evitar prejuízos financeiros em relação ao manejo de bezerros recém-nascidos, serão abordados nesse texto cinco manejos que devem ser dados a essa fase de criação de bovinos, sendo:
1-   Manejo pré-parto;
2-   Primeiros cuidados no pós-parto;
3-   Amamentação;
4-   Segunda semana pós-parto,
5-   Instalações.

1-Manejo pré-parto

   Os cuidados com o bezerro começam antes do seu nascimento com separação da vaca no sexto mês de gestação em um pasto maternidade.
   O pasto maternidade é o local onde a vaca permanecerá por três meses antes do parto. Este deve estar situado próximo à sede da propriedade de onde os animais podem ser observados constantemente e deve ser de acesso rápido.
   As fêmeas de primeira cria (novilhas) devem ser mantidas em pastos separados das vacas já experientes, pois vacas em trabalho de parto podem mostrar interesse por bezerros recém-nascidos de outras vacas. Considerando que normalmente as vacas mais velhas são dominantes sobre as novilhas, este tipo de interferência pode levar uma novilha a abandonar seu filhote, resultando em maior número de bezerros abandonados, que apresentam elevado risco de morte.
   Além disso, problemas durante e após o parto são mais comuns em novilhas (dificuldade para parir, falta de interesse pelo bezerro, etc.). Assim, é necessário realizar as visitas para acompanhamento dos partos com maior frequência. Isto é facilitado quando as novilhas ficam em pastos exclusivos.
   É importante que esse pasto esteja recoberto com alguma forragem, de forma que não haja formação de lama, tragam bem-estar e conforto para a vaca como o acesso adequado ao alimento, água, sombra e local seco para se deitar. 
   Devem-se tomar alguns cuidados com a alimentação e a saúde das vacas em gestação.
   Vacas mal nutrida ou gorda terão dificuldades para realizar o parto de forma normal, sendo necessária a intervenção humana.
   Com isso, a alimentação dos animais deve ser uma dieta balanceada a fim de manter um escore corporal no momento do parto.
Escore da condição corporal ao parto
Magra: < 3,0
Moderada: 3,0
Boa: 3,5 a 4,0

    A saúde do bezerro que irá nascer está condicionada à saúde de sua mãe e por isso, deve-se estar atento a ela.
   A vacina contra a brucelose, com a vacina B19, deve ser aplicada apenas em fêmeas com idade entre três e cinco meses, e no momento da vacina, identificar esses animais com marca a fogo no lado esquerdo do rosto.
   A vacinação contra a leptospirose de todos os animais (em rebanhos de incidência alta) deve iniciar em todos os bezerros de quatro a seis meses de idade, seguidas por vacinações anuais (sempre com vacinas que abrangem o maior grupo de leptospiras).
   Como vacinação estratégica, pode ser realizado um mês antes da estação reprodutiva.
   Como vacinação para a diarreia viral bovina (BVD), pode ser realizada em animais de oito a doze meses e estrategicamente um mês antes da estação reprodutiva.
   A vacinação contra a rinotraqueite infecciosa bovina (IBR) é a partir de seis meses de idade, revacinação aos dezoito meses ou antes da estação reprodutiva.
   Revacinar anualmente independente da massa corpórea ou do sexo animal.
   É importante ressaltar que não se devem vacinar animais em gestação, pois a reação antígeno-anticorpo pode não ser realizada a tempo do parto e a vaca acabar desenvolvendo a doença e acarretar problemas no feto ou mesmo aborto.
   Animais que ainda estão dentro do prazo de atuação da vacina não devem ser vacinados novamente.



2-Primeiros cuidados no pós-parto

   Normalmente as vacas parem sem qualquer auxílio. O trabalho de parto dura poucas horas.
   Sabe-se que uma vaca está em trabalho de parto quando ela se levanta e deita repetidas vezes, apresentando contrações abdominais e gemidos.
   O criador deverá procurar o auxilio de um veterinário se o trabalho de parto durar mais de 12 horas e o bezerro não tiver ainda sido expelido.
   Após o nascimento do bezerro é importante ressaltar que a matriz tem o hábito de lamber a cria, realizando a limpeza das vias respiratórias e de fazer a massagem torácica. Há casos, em que a vaca não oferece essa atenção ao bezerro, por isso o tratador deve secar e massagear o bezerro.
   Deve-se estar atento às novilhas, que são fêmeas de primeira gestação, pois podem apresentar problemas de parto ou mesmo rejeição do bezerro.
   O bezerro deve ser identificado (com tatuagem, brinco, fogo ou nitrogênio) e receber uma ficha de acompanhamento.
   Após o nascimento, o bezerro deve permanecer junto com a mãe por pelo menos 24 horas.

Colostragem


   Deve-se fornecer o primeiro produto secretado pelas glândulas mamárias da vaca após o parto que é o colostro que contém anticorpos que serão absorvidos pelo aparelho digestivo do bezerro.

   A qualidade do colostro depende do estado nutricional da vaca no pré-parto, duração do período seco ou parto prematuro e raça da vaca.


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   O bezerro nasce praticamente sem anticorpos contra os agentes de doenças. A forma de adquirir estes anticorpos (defesa) é ingerindo o colostro.


Fornecimento de colostro (colostragem)
Horário
Quantidade (litros)
Primeiras duas horas
Três
Duas horas após a primeira mamada
Três
Seis horas após a segunda mamada
Dois

   Após a sexta hora do nascimento o aproveitamento do colostro começa a diminuir.
   Em casos de falta de colostro ou custo elevado para que a vaca possa produzi-lo, o produtor pode optar por usar sucedâneo que são misturas preparadas para serem diluídas em água e utilizadas pelo recém-nascido, depois da fase de colostro, em substituição ao leite integral.
   O colostro deve ser utilizado apenas para amamentação de bezerros e não deve ser comercializado devido ao fato de ser rejeitado pelos laticínios como sendo “leite sujo”.

Cura do umbigo

   A cura de umbigo de bezerro recém-nascido é de extrema importância e pode impactar no desenvolvimento do animal. Essa cura visa secar o coto umbilical de forma a não atrair moscas e a fechar a porta de entrada a microrganismos ao corpo inteiro. Por isso, deve ser prioridade A cura de umbigo refletirá na saúde e produção do bezerro pelo resto da vida dele.
   O corte do umbigo deve ser realizado imediatamente após o nascimento sendo cortados com tesoura desinfetada com álcool três dedos no coto do animal. Não se deve segurar o coto, pois caso o bezerro se movimente ou a pessoa se mexa pode ocasionar destendimento do aparelho digestivo.
   A cura é feita com álcool iodado a 7%(o iodo age como desinfetante e o álcool como desidratante que auxilia na velocidade de secagem) em um copo com conteúdo suficiente para cobrir o umbigo durante trinta segundos. Devem ser realizadas três vezes ao dia até que o umbigo esteja completamente seco.
   Para o álcool iodado, faz-se a mistura de álcool comum e iodo a 10% na proporção de 1:1(Ex. 1 litro de álcool e 1 litro de iodo a 10%) que deve ser armazenado em recipiente escuro, pois na presença de luz solar o iodo perde as suas funções.

3-Amamentação

   Após o colostro é secretado o chamado “leite de transição”, cuja produção se estende de uma a duas semanas.
   Fornecer quatro litros por dia qualquer que seja a dieta líquida utilizada, que deverá ser fornecida em duas refeições diárias durante a primeira semana de vida do animal. A partir daí, uma vez ao dia, de manhã ou à tarde, conforme mais conveniente para o produtor.
   Existem dois tipos de amamentação: a natural (em dois tipos) e a artificial.
Tradicional: o bezerro mama durante toda a lactação, ou durante a maior parte dela. Neste caso, o bezerro deve permanecer com a vaca por um período de tempo reduzido, mas o suficiente para mamar com tranquilidade e recebe apenas o pasto como suplementação. Deve-se ficar atento para a qualidade da pastagem, principalmente a partir do quarto mês de idade do animal, quando a produção da vaca começa a declinar mais rapidamente.
Controlado: o bezerro mama por dois ou três meses. O sistema preconizado pela Embrapa (CNPGL) consiste em oferecer uma teta ao bezerro, em rodízio, durante o primeiro mês de vida. Durante o segundo mês, a ordenha é feita nos quatro tetos, sem, contudo, esgotar o ubre, deixando o bezerro mamar o leite residual. Após 60 dias de idade, o bezerro só é levado à presença da mãe se houver necessidade para a "descida do leite". Neste sistema, o bezerro deve ter à sua disposição, desde a segunda semana de idade, concentrado e volumoso de boa qualidade para compensar a redução da ingestão de leite.
Aleitamento artificial: após a fase de colostragem, o bezerro recebe a dieta líquida (leite integral ou sucedâneo) em balde ou mamadeira.
   O tempo de amamentação é definido pelo sistema de criação e pela finalidade que o bezerro terá.
   Tradicionalmente, em função de diversos resultados experimentais, tem-se adotado, como padrão, o fornecimento de quatro litros de leite integral (“maduro”) por dia.

4-Segunda semana pós-parto

   Após 14 dias de idade, os bezerros já são capazes de ingerir alimentos sólidos, que começam a contribuir para as exigências nutricionais, mas é só após o primeiro mês de vida que eles são capazes de ingerir quantidades suficientes de concentrados que irão contribuir com apreciável quantidade de energia metabólica.
  Tanto o consumo, como a qualidade do concentrado, assume grande importância na antecipação do desaleitamento de bezerros, uma vez que a substituição do leite deve ser feita por alimento sólido de elevada digestibilidade, com adequado nível proteico e energético sendo palatável o suficiente para permitir ingestão apropriada, suprindo assim as exigências dos animais.
   Tendo em vista que a desmama depende da existência de pré-estômagos funcionais, é importante restringir o uso de leite fluido na dieta, bem como fornecer, desde cedo volumosos e concentrados sólidos, os quais estimularão o desenvolvimento papilar do epitélio ruminal.
Características do concentrado inicial

   Textura grosseira - ingredientes finamente moídos reduzem o consumo podendo formar também um bolo na boca e nos lábios do bezerro provocando recusas e consequentemente perda do alimento;
   Sabor adocicado - que pode ser conseguido com a adição de 7 a 10% de melaço;
   Variedade de ingredientes - melhora a aceitabilidade por parte do animal;
   Nível baixo de fibra (6 a 7%) e alto em energia - o concentrado deverá suprir as necessidades energéticas do bezerro quando este for desaleitado;
   Níveis adequados de proteína (16 a 18%), minerais e vitaminas.

   Após a desmama, a ingestão de concentrado aumentará rapidamente, devendo-se limitar a quantidade fornecida para estimular o consumo de volumoso. A quantidade de concentrado fornecida dependerá da qualidade dos alimentos volumosos disponíveis e dos objetivos da exploração, principalmente da idade desejada para a primeira parição. Normalmente, limita-se a 1 ou 2 kg de concentrado com 12 a 16% de proteína bruta, por animal por dia, até os seis meses de idade.
   Ressalta-se ainda a necessidade de se renovar, com frequência, o concentrado colocado no cocho, principalmente nas primeiras semanas de vida do bezerro.
   Deve-se começar o fornecimento a partir de pequenas quantidades e aumentar gradativamente de acordo com o consumo observado. Alimentos molhados e mofados são menos consumidos e podem provocar distúrbios digestivos.
Fornecimento de volumosos

   Apesar de o consumo ser baixo no início da vida do animal, deve-se colocar, desde cedo, à sua disposição, volumosos de boa qualidade sabendo-se que bons fenos são melhores que bons alimentos verdes picados, que, por sua vez, são melhores que boas silagens. Antes dos três meses, o uso de alimentos fermentados, como silagens, não é recomendado, uma vez que o consumo será insuficiente para promover o desenvolvimento do rúmen e o crescimento do animal. A combinação de feno e silagem pode ser usada a partir dos dois meses de idade, se conveniente.
   Bons fenos constituem-se no melhor alimento para bezerros, tendo em vista a constância na sua aparência, sabor, composição e boa palatabilidade, assegurando ingestão razoável de matéria seca. Os alimentos verdes também são excelentes, principalmente quando se utilizam forrageiras tenras, sendo o único problema sua inconstância em termos de qualidade podendo assim, ocasionar consumo irregular.
5-Instalações

   Tradicionalmente, considera-se que as instalações destinadas a abrigar bezerros devem reduzir os efeitos deletérios dos fatores ambientais, tais como vento, altas e baixas temperaturas e umidade do ar.
   Também é fundamental a manutenção de boas condições de higiene e sanidade, pois, caso contrário, a incidência de doenças e a taxa de mortalidade aumentarão drasticamente, comprometendo a eficiência da criação. Instalações úmidas, pouco ventiladas e com elevada umidade relativa do ar acarretam prejuízos muito maiores do que a ausência de instalações em criações onde os animais permanecem desabrigados.
   Destaca-se, também, a necessidade de evitar a excessiva população de bezerros na mesma dependência, notadamente quando o ambiente é mal ventilado. O que se recomenda é o alojamento individual dos bezerros nos primeiros 60 dias de vida, tendo em vista restringir o instinto de mamar uns nos outros e assegurar melhor controle do consumo individual da ração.
   As instalações para bezerros leiteiros podem variar amplamente, desde as mais simples tais como criações coletivas em piquete, até dependências individuais com controle de temperatura e umidade. Coletivas ou individuais encontram-se baias de diversas formas, construídas com diversos materiais, dotadas de diferentes tipos de pisos e camas e com variados dispositivos de alimentação.
   Nos rebanhos não especializados, onde há necessidade da presença do bezerro ao pé da vaca durante a ordenha, também é frequente o emprego inadequado de locais contíguos à sala de ordenha, onde os bezerros são alojados coletivamente, sem se levar em conta diferenças individuais de idade ou de higidez, concorrendo assim para o baixo desempenho da exploração.
   O uso contínuo de uma mesma instalação pode elevar a taxa de mortalidade por aumento da incidência de diarreias e outras doenças. A exalação de amônia, por deficiência na higienização e ventilação dos bezerreiros convencionais, é também outro fator que contribui para o aparecimento de problemas respiratórios.
   Muitos pecuaristas têm abandonado as instalações convencionais para a estabulação de bezerros em razão da contínua incidência de problemas sanitários. A principal opção adotada foi o uso de abrigos individuais móveis (cabanas), normalmente de menor custo que os bezerreiros convencionais, e que se mostram associados com maior consumo de concentrados e melhor desempenho dos bezerros.
   Além de permitir o controle do instinto de mamar uns nos outros, o emprego dos sistemas móveis apresenta as seguintes vantagens: redução da incidência de doenças infecciosas, devido à facilidade de translocação; facilidade de inspeção e tratamento, em caso de doenças e, principalmente, bom controle da alimentação, baixos custos e facilidade de construção.
   O que se procura, dentro do sistema de criação, é baratear ao máximo os custos de produção.
Tipos de instalações

   Casinha tropical: possui telhado duplo, no qual a camada de ar entre duas telhas de zinco forma um isolante térmico; é leve, o que facilita sua movimentação; propicia um ambiente arejado e seco. Possui estrutura em madeira, com suporte para balde de água, comedouro e fenil em seu interior, sem paredes laterais favorecendo a ventilação e o controle da umidade.
   Sistema Argentino: os animais são presos a arames esticados em frente aos cochos de água e concentrado. Neste modelo, permite-se maior movimentação do bezerro e maior dispersão dos dejetos (urina e fezes), que não se amontoam em um mesmo lugar. Portanto, não é necessário mudar o animal de lugar devido ao acúmulo de matéria orgânica. Tal sistema pode ser a opção mais indicada, quando não se dispõe de área suficiente para mudar os animais de lugar periodicamente.
   Tradicionais: de alvenaria ou madeira, onde os animais são alojados em boxes individuais fixos com área de 1,50 a 1,80 m², instalados no interior de galpões. Nesses boxes individuais é comum o uso de piso ripado suspenso, que facilita a limpeza e reduz a exposição do bezerro à umidade.
   Adaptação de galpões inativos existentes na fazenda: nos quais os animais nem sempre encontram condições apropriadas de temperatura, umidade e ventilação, daí podendo advir significativa incidência de doenças. A associação de alta umidade relativa ao ar e baixa temperatura ambiente é a maior responsável pela ocorrência de pneumonia em bezerros até 60 dias de idade.
   Estacas individuais localizadas em piquete: tais estacas, às quais os animais são atados por corrente envolta em mangueira, não apresentam qualquer proteção climática, sendo provido apenas de fenil, balde para concentrado e balde para leite e água. As estacas normalmente são deslocadas dentro do piquete, a cada três dias, dando condições de pastejo e recuperação da pastagem.
   Piquetes: os bezerros são criados de forma coletiva e separados por faixa etária para minimizar o risco de doenças.  O ideal seria a separação em categorias, de acordo com a idade: zero a 30 dias, 30 a 60, 60 a 120, etc. Até 30 dias, as diarreias e os problemas respiratórios são os maiores desafios para os bezerros, enquanto que de 30 a 120 dias os problemas serão, na maioria das vezes, a tristeza parasitária e os problemas respiratórios. Desta forma, os lotes de bezerros devem ser pequenos para garantir boa observação e minimizar a promiscuidade entre os animais. Além disso, é importante enfatizar que a densidade animal vai ter um forte impacto sobre a saúde dos animais. Quanto mais jovens são os animais, menor deve ser a densidade nos lotes de bezerros.

   Bezerreiros duplos: instalação consiste em um alojamento para dois bezerros, porém sem contato físico e mantidos a distância por correntes. Os abrigos podem ser construídos com diversos tipos de materiais, sendo eles os bambus, madeiras, sombrites, lonas, entre outros. As medidas empregadas normalmente são: altura: 1,10 m; largura: 1,10 m e comprimento: 1,80 m.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Resumo do time: Big Bull

De acordo com a postagem relacionada, podemos entender que há muitos anos o Brasil vem fazendo um esforço para conseguir entrar no ramo de exportação de carne bovina, seja ela in natura ou congelada.De acordo com a lei estabelecida, pode proporcionar ideias novas , com que  o Brasil e Estados Unidos terão que aumentar a produtividade de forma mais econômica e trabalhar mais nos sistemas de manejo e produção para exportar a carne in natura ou congelada. O presidente em exercício Michel Temer comemora o ato pois além de promover o aumento da produção bovina, também é um ótimo aliado para geração de empregos.
Com esse novo processo, facilitara para o Brasil a abertura para novos mercados, pois além de enviar toneladas ele também poderá receber de outros países. Com a abertura desse comércio, ocorrerá uma ótima condição de competitividade. Os produtores terão que se preocupar pela qualidade dos produtos oferecidos ao mesmo tempo, com a lei da oferta e procura, a fixação dos preços deverá ser mais  justa com isso o  consumidor acaba sendo beneficiado.
O aumento da participação brasileira no mercado internacional é mais reconhecido, também como na produtividades na área agropecuária só tem ampliar cada vez mais .
Contando que para as cotas de importação para os países aptos a vender para eles, fora da cota a tarifa é de 26,4%. Os Estados Unidos são os maiores produtores e consumidores de carne bovina in natura. O Brasil é o segundo maior produtor e maior exportador.

Apresentação

Enciclopédia

Abertura dos EUA à carne bovina in natura brasileira pode facilitar acesso a outros mercados

Comemoração de um feito importante para as relações agropecuárias entre Estados Unidos e Brasil após 17 anos de negociação. Foi edificada a qualidade da carne bovina brasileira para a comercialização In Natura entre ambos os países.
Além de abrir essas relações podemos ampliar o nosso mercado em relação ao comercio mundial, assim, amentando empregos e gerando maior fluxo no comercio nacional.
Com esse feito a exigência aumenta em relação à qualidade técnica e aos técnicos agropecuários em relação ao mercado de trabalho.

https://prezi.com/rdf3hqarmb1s/
Resumo da equipe Fenomênos da Agropécuaria

Abertura dos EUA á carne bovina in natura brasileira pode facilitar acesso a outros mercados.


Com abertura dos EUA para á exportação de carne bovina in natura, facilitara o acesso a outros mercados e aumentos de empregos.
Os principais fundamentos da nossa Constituição é que o Estado tem que fazer o possível para manter a dignidade da pessoa humana e é disso que se fala quando o assunto é geral empregos.
Atual Ministro Blairo Maggi ressalta que o reconhecimento americano será facilitado para o Brasil conquistar outros mercados, além do americano. O Ministro disse: Que como esse salto a exportação irá aumentar a participação do Brasil no mercado internacional de produtos agropecuários dos atuais 7% para 10%.
Abertura do mercado norte-americano vem sendo negociado desde 1999, é um resultado de 17 anos de esforço, levando sempre adiante pelo MAPA, ITAMARATY e pelos produtores de carne.

                                                 Cotas de importação

Pelo acordo, o Brasil poderá vender carne in natura (fresca e congelada) para os norte-americanos e os EUA, também terão direito de comercializar produto para o próprio mercado brasileiro.
Os Americanos estabeleceram cotas de importação para os países aptos a vender á eles. O Brasil entra na cota dos países da América Central, que é de 64,8 mil toneladas por ano, com tarifa de 4% a 10% dependendo do corte da carne. Fora da cota sem limites de quantidades a tarifa é de 26,4%.
O EUA é o maior produtor e consumidor de carne in natura. O Brasil é o segundo maior produtor mundial e o maior exportador. O primeiro semestre desse ano as vendas externas brasileiras chegaram á US$ 2,22 bilhões, os maiores compradores foram Hong Kong, China, Egito, Rússia e Irã.

O Brasil e o Futuro


Time; Pecuaristas do Futuro

Nomes;Karine de Jesus Xavier, Leandro Ferreira, Leonardo Muniz, Lyniker Gabriel, Weverson Lucas



  Apos 17 anos de esforço para conquistar o mercado exterior , o Brasil consegue a liberação para exportação de carne in natura para EUA, e segundo os especialistas do assunto essa conquista será importante, não apenas para conquistar o mercado de outros países mais também para exportação de outros produtos, visando o aumentar a participação Brasileira no mercado internacional de produtos agropecuários dos atuais 7% para 10%,  além de geração de empregos para o povo Brasil.



Apresentação